O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse nesta 6ª feira (27.fev.2026) que deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na 3ª feira (3.mar.2026) para discutir a estratégia eleitoral em São Paulo.
Em entrevista ao podcast Flow News, Haddad afirmou ter sido avisado sobre a reunião na 5ª feira (26.fev), durante jantar com o presidente.
“Chegou no fim do jantar e ele falou: ‘Quando você volta para Brasília?’. Eu falei: ‘Tenho um compromisso 2ª [feira], mas 3ª [feira] de manhã eu estou aí. Ele falou: ‘Eu vou chamar você e o Alckmin para a gente conversar sobre São Paulo para a gente se entender sobre isso’”.
Haddad negou ter conversado sobre eleições com Lula durante a viagem à Ásia. Também disse que não são verdadeiras informações divulgadas pela imprensa de que ele já teria sido convencido pelo presidente a disputar o governo de São Paulo.
“Não rolou o que está sendo divulgado. Vai rolar [a conversa] e quando rolar eu vou ser o 1º a dizer o que foi”, declarou. Segundo o ministro, no jantar com Lula na 5ª feira (26.fev) não houve conversa sobre política ou eleições.
Assista (1min43s):
Haddad deixará o Ministério da Fazenda, mas ainda não há uma data definida para isso. O ministro afirmou, em 10 de fevereiro, que recebeu novas demandas do presidente antes de eventual saída. Assim, permanecerá no cargo até decisão de Lula.
O ministro da Fazenda e Alckmin são cotados dentro do PT para disputar o governo de São Paulo. Haddad já disse diversas vezes que não pretende ser candidato. Prefere ajudar na campanha de Lula. Na 5ª feira (26.fev), negou informações publicadas pela imprensa de que ele teria sido convencido pelo presidente a disputar o governo paulista.
Segundo o ministro, não houve qualquer definição sobre candidatura e o assunto sequer foi tratado durante a recente viagem oficial à Índia e à Coreia do Sul. “Não houve essa conversa. Não tratamos de eleição em nenhum momento da viagem de 8 dias, nem no avião, nem nas visitas”.
Haddad também declarou que não conversou com integrantes do PT sobre o assunto e que desconhece as fontes de informações que indicam que já teria aceitado disputar o governo paulista. “Eu não conversei com ninguém do PT sobre esse assunto”, afirmou.
Ele disse que, antes da viagem, teve duas conversas com o presidente sobre o tema, classificadas como “não conclusivas”, e admitiu a possibilidade de novos diálogos.
Aliados avaliam que uma candidatura ao governo de São Paulo poderia fortalecer o PT no maior colégio eleitoral do país.


