O Ibovespa manteve a sequência de alta na tarde desta sexta-feira (23) e seguiu renovando novos recordes históricos. Por volta das 17h40, o principal índice de O Ibovespa manteve a sequência de alta na tarde desta sexta-feira (23) e seguiu renovando novos recordes históricos. Por volta das 17h40, o principal índice de

Ibovespa renova recorde, toca 180 mil pontos pela 1ª vez e tem melhor semana em quase 6 anos

2026/01/24 05:25
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Ibovespa renova recorde, toca 180 mil pontos pela 1ª vez e tem melhor semana em quase 6 anos

De elevador meio lento, mais cedo, para foguete neste fim de tarde, não parece que haja algo capaz de deter o Ibovespa, que saiu de abertura aos 175.590,12 (praticamente correspondente à mínima do dia, de 175.589,66 pontos) para em poucos minutos, na hora final desta sexta-feira, 23, saltar dos 178 mil para os 179 mil pontos, arredondados logo em seguida para 180 mil em novo recorde histórico – até quando, não se sabe. E

m série com começo na terça-feira, são agora quatro sessões de recordes e com volume reforçado ao que se vinha vendo na B3. O giro, ainda sólido, foi de R$ 36,0 bilhões, tendo ficado na faixa de R$ 44 bilhões e de R$ 53 bilhões nas duas sessões anteriores, em níveis que só costumam ser vistos em dias de vencimento de opções sobre o Ibovespa hoje.

Na semana, o índice da B3 acumulou ganho de 8,53%. Foi o melhor desempenho para o índice da B3 desde abril de 2020 quando colheu ganho de 11,71%. Em janeiro, que termina ao fim da próxima semana, o índice da B3 avança 11,01%, o que coloca o mês, até aqui, como o melhor desde novembro de 2023, quando subiu 12,54%.

Na semana atual, o Ibovespa avançou em todas as sessões do intervalo, com renovação de recordes, sem interrupções, desde a última terça-feira – então, a 166.276,90 naquele fechamento, em progressão de 12,5 mil pontos entre quarta e sexta.

No encerramento do dia, mostrava alta um pouco mais acomodada, de 1,86%, aos 178.858,54 pontos, mais uma vez bem à frente do que se viu em Nova York, onde os índices de referência tiveram variação entre -0,58% (Dow Jones) e +0,28% (Nasdaq) na sessão.

Tal discrepância reforça a percepção de que segue em curso a rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, em busca de oportunidades em emergentes, especialmente os correlacionados a commodities, como o Brasil.

Na B3, os ganhos mais uma vez se mostraram bem espalhados e consistentes entre as ações de primeira linha, mostrando um quadro em que só há “compradores” sem “vendedores”, o que facilita o índice a ficar esticado em bem pouco tempo.

“Contra fluxo não há resistência”, lembra Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença, ao comentar a “estilingada” do Ibovespa em direção ao fechamento do dia – um pouco acomodada no ajuste final. Antes, em poucos minutos, o índice da B3 saiu dos 178.985,29, às 17h13, para os 180.000,97 pontos, às 17h22, alcançando no melhor momento o novo recorde intradia do Ibovespa de 180.532,28 pontos.

Destaque para Petrobras PN, o papel mais líquido da estatal, que chegou a subir mais de 5% e fechou ainda em alta de 4,35%, a R$ 35,04, favorecido pelo avanço, na casa de 3%, nas cotações do petróleo em Londres e Nova York. Na semana, a ação subiu 9,36% e, no mês, tem alta acumulada de 13,69%. Petrobras ON ganhou quase 4% (3,97%) e Vale ON, principal ação do Ibovespa, 2,46%.

Entre os maiores bancos, as altas na sessão ficaram entre 1,14% (Itaú PN) e 3,54% (BB ON). Na ponta ganhadora do Ibovespa, Braskem (+10,66%), CSN (+6,29%) e Prio (+4,91%). No lado oposto, Vivara (-5,06%), Pão de Açúcar (-2,31%) e Caixa Seguridade (-1,90%).

O ganho de dinamismo da cotação do Ibovespa no fim do dia teve relação com a presença do investidor estrangeiro, que vem assegurando fluxo e reforço de liquidez na B3 nas últimas sessões. “Houve operações de estrangeiros nesse fim de tarde no EWZ principal ETF de Brasil em Nova York, o que acaba afetando também o Ibovespa”, aponta Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, observa que a rotação em direção a alternativas como a B3 tem sido impulsionada por fatores atinentes aos mercados e à própria economia americana no momento. “A alta do petróleo – estimulada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Irã e pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio – favorece diretamente as ações do setor de energia, na B3”, diz.

Além disso, haveria a percepção de que os múltiplos, apesar da recente escalada do Ibovespa, ainda oferecem oportunidades de negócios na Bolsa brasileira, diz Iarussi, que destaca também o avanço dos preços do minério de ferro na Ásia, positivo para Vale e o setor metálico na B3. “Em contraste, as bolsas americanas seguem pressionadas por indicadores de atividade mais fracos, assim como pelas incertezas sobre a política monetária e a imprevisibilidade do ambiente político nos Estados Unidos, fatores que reduzem o apetite por risco em Wall Street.”

Apesar do rápido avanço do Ibovespa, há ainda otimismo quanto ao desempenho do índice na próxima semana. No Termômetro Broadcast Bolsa desta sexta-feira, a parcela dos profissionais que esperam alta do Ibovespa subiu de 55,56% para 63,64%. Já as estimativas de queda do índice na semana que vem recuaram drasticamente, de 33,33% para 9,09%. As apostas de estabilidade do indicador aumentaram de 11,11% para 27,27%.

Dólar cede 1,61% na semana, com fluxo estrangeiro e carry trade atrativo

O dólar rondou estabilidade ante o real nesta sexta-feira, 23, com o segmento à vista por fim fechando em leve alta (+0,03%, a R$ 5,2862) relacionada a movimentos de ajustes, após ter tido menor cotação desde novembro de 2025 na quinta. Na semana, contudo, a divisa americana cedeu 1,61%, acumulando uma desvalorização superior a 3,6% em 2026 diante de forte fluxo estrangeiro e carry trade atrativo.

O real não conseguiu ampliar o rali da véspera, nem mesmo com a alta de quase 3% do petróleo e de cerca de 1% do minério de ferro em Dalian ou com o movimento de desvalorização do dólar ante pares fortes.

Segundo o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, há uma força compradora na divisa próxima ao nível de R$ 5,30 que limita movimentos de baixa mais intensos, mesmo em um ambiente novamente favorável.

“Como o câmbio valorizou muito nos últimos dias, acho que o desempenho nsta sexta é mero movimento de mercado”, disse o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung. Para ele, o fato de o índice DXY recuar acaba explicando a taxa de câmbio conseguir ainda se manter abaixo de R$ 5,29.

Do ponto de vista fundamentalista, Sung considera que a redução de tensões geopolíticas aumenta o apetite para que investidores mandem fluxo a outros mercados, sendo que o Brasil ainda detém um diferencial de juros, com taxa Selic a 15% ao ano, atrativo para operações de arbitragem.

Na mesma linha, o sócio especializado em câmbio da One Investimentos, João Duarte, comenta que o real se sustenta neste nível por se beneficiar de um pano de fundo externo mais favorável, que atrai fluxo estrangeiro para câmbio, renda fixa e Bolsa de valores.

O Ibovespa, inclusive, renovou novamente recorde intradia, na faixa inédita de 180,5 mil pontos. Até 21 de janeiro, R$ 12,35 bilhões de recursos externos vieram para a B3, montante que equivale a pouco mais da metade de tudo o que foi aportado pelo segmento em 2025.

(Com informações de Estadão Conteúdo)

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